sábado, 3 de dezembro de 2016

Daniel - O Capítulo Selêucida




Daniel, capítulo 11

O livro de Daniel parece uma compilação de falsas profecias que são “desenterradas” à posteriori, isto é, depois dos acontecimentos que supostamente são previstos. A personagem principal, Daniel, presente em grande parte do texto, é descrita como sendo um judeu originário de Jerusalém exilado na Babilónia desde a invasão de Nabucodonosor (597 a.C.) até ao tempo da invasão persa (539 a.C.).

O capítulo 11 de Daniel não foge ao padrão do resto do livro. O autor deste texto parece querer dar a ilusão de que se trata de uma profecia antiga do tempo do rei Dario I (reinou de 522 a 486 a.C., mas na versão Septuaginta do livro, a referência é o reinado de Ciro, antecessor de Dario). Uma clara fraude pois quase certamente terá sido escrito por volta do tempo do rei selêucida Antíoco IV Epifânio (175 a 164 a.C.) ou mais tarde – depois dos acontecimentos que descreve. O detalhe e precisão das profecias aumenta à medida que se aproxima do tempo do rei Epifânio.

No capítulo anterior (Daniel 10) o autor descreve como foi visitado por um ser sobrenatural, um anjo poderoso. Esse anjo propõe-se a falar-lhe sobre o futuro a partir do reinado de Ciro da Pérsia.

No resto do livro de Daniel, o autor demonstra não ter uma boa compreensão dos reis babilónicos e persas, mas definitivamente tem algum conhecimento sobre o império selêucida e sua descrição dos reis Antíoco II Theos até Antíoco IV Epifânio é bastante sólida.


Quatro reis Persas - Artaxerxes I cria intriga entre os gregos

Daniel 11:2
“Agora, pois, vou dar-lhe a conhecer a verdade: Outros três reis aparecerão na Pérsia, e depois virá um quarto rei, que será bem mais rico do que os anteriores. Depois de conquistar o poder com sua riqueza, instigará todos contra o reino da Grécia.”

Aqui o autor mostra um pobre conhecimento sobre a história da Pérsia, mais especificamente sobre a dinastia Aqueménida. Foram muito mais do que quatro reis. Quanto ao rei referido como “o quarto”, parece referir-se a Artaxerxes I.

Depois de uma derrota da Pérsia contra a Liga de Delos (coligação de cidades-estado gregas, incluindo Atenas), a acção militar contra a Grécia parou. Quando Artaxerxes I assumiu o poder, introduziu uma nova estratégia para enfraquecer os atenienses: financiar os inimigos de Atenas dentro da própria Grécia. Isso levou os atenienses a transferir o tesouro da Liga, que se encontrava na ilha de Delos, para a acrópole de Atenas, com a intenção de o salvaguardar. Esta prática levou as outras cidades gregas a desconfiarem de Atenas e a iniciar guerras entre gregos. Temístocles, um general grego que teve vitórias sobre os persas é ostracizado de Atenas e exila-se na Pérsia, acolhido amigavelmente por Artaxerxes.


Alexandre Magno conquista a Pérsia

Daniel 11:3-4
“Então surgirá um rei guerreiro, que governará com grande poder e fará o que quiser. Logo depois de estabelecido, o seu império se desfará e será repartido para os quatro ventos do céu. Não passará para os seus descendentes, e o império não será poderoso como antes, pois será desarraigado e entregue a outros.”

O texto salta cem anos de domínio persa após Artaxerxes, passando para a parte em que Alexandre o Grande esmaga os Persas.
Descreve bem Alexandre, dizendo que o seu império seria breve, sem herdeiros e que iria ser repartido, principalmente entre um reino do sul, o Egipto, e um reino do norte, o Império Selêucida.
O resto do capítulo é dedicado à relação entre os Ptolomeus do Egipto e os Selêucidas - que frequentemente disputavam a Síria e a Palestina - referidos como reis do sul e reis do norte respectivamente.

Com a morte de Alexandre, em 323 a.C., o império conquistado foi dividido entre os seus principais generais, entre os quais:
-          Antigono I Monoftálmico (zarolho) ficou a dirigir uma parte do império centrado na Macedónia;
-          Egipto (reino do sul, no texto de Daniel), a Palestina e a Cirenaica (parte da actual Líbia) ficaram nas mãos de Ptolomeu I Soter (ou Lagus, a cuja dinastia veio a pertencer a famosa Cleópatra VII);
-          os territórios da Ásia ficaram sob o domínio de Seleuco I Nicátor, fundador da dinastia selêucida (reino do norte, no texto de Daniel); posteriormente, por volta de 203 a.C., os selêucidas tomaram a Palestina ao reino Ptolomaico.


As seis Guerras Sírias

Uma série de guerras disputadas na Síria, resultantes da rivalidade entre Ptolomeus e Selêucidas, são chamadas de "guerras sírias". A primeira guerra síria foi disputada entre Ptolomeu II e Antíoco I, tendo encerrado com uma vitória do reino ptolemaico. O texto de Daniel 11 salta esta parte da história.


Antíoco II Theos casa-se com Berenice do Egipto

Daniel 11:5-6
“O rei do sul se tornará forte, mas um dos seus príncipes se tornará ainda mais forte que ele e governará o seu próprio reino com grande poder. Depois de alguns anos, eles se tornarão aliados. A filha do rei do sul fará um tratado com o rei do norte, mas ela não manterá o seu poder, nem ele conservará o dele. Naqueles dias ela será entregue à morte, com sua escolta real e com seu pai e com aquele que a apoiou.”

Aqui o autor alude a um casamento entre uma filha dos Ptolomeus e um rei Selêucida.
Antíoco II Theos (261 a 246 a.C.) entrou em guerra contra o Egipto, mas depois fez a paz com Ptolomeu II Philadelphus, terminando a segunda guerra síria. Para selar o tratado, Antíoco repudiou sua esposa Laódice I, exilando-a em Éfeso, e casou-se com a filha de Ptolomeu, Berenice Phernophoros, recebendo dela um enorme dote.

Como informação adicional, este rei Ptolomeu II foi o responsável pela criação da Septuaginta (ou versão LXX), a tradução grega do Antigo Testamento. Existia uma larga comunidade judaica fluente em grego em Alexandria e, por outro lado, a Judeia fazia parte do império ptolemaico.


Quando Ptolomeu II morre, Antíoco deixa Berenice e o seu filho em Antioquia e volta para a sua primeira mulher em Éfeso, mas Laódice envenena-o e mata-o, criando uma crise de sucessão e precipitando a terceira guerra síria.

Antíoco deixara dois fortes candidados para a sucessão ao trono selêucida: o filho de Laódice e o filho de Berenice. Por um lado, Laódice tinha o apoio da corte selêucida, mas Berenice teria o apoio do lado do Egipto.


Os Ptolomeus ganham território aos Selêucidas

Daniel 11:7-12
“Alguém da linhagem dela se levantará para tomar-lhe o lugar. Ele atacará as forças do rei do norte e invadirá a sua fortaleza; lutará contra elas e será vitorioso. Também tomará os deuses deles, as suas imagens de metal e os seus utensílios valiosos de prata e de ouro, e os levará para o Egito. Por alguns anos ele deixará o rei do norte em paz. Então o rei do norte invadirá as terras do rei do sul, mas terá que se retirar para a sua própria terra. Seus filhos se prepararão para a guerra e reunirão um grande exército, que avançará como uma inundação irresistível e levará os combates até a fortaleza do rei do sul. Em face disso, o rei do sul marchará furioso para combater o rei do norte, que o enfrentará com um enorme exército, mas, apesar disso, será derrotado.”

Laódice I, viúva de Antíoco II Theos, tendo tomado controlo de uma parte do reino, designa o seu filho, Seleuco II Callinicus, como o herdeiro do trono Selêucida. Ptolomeu III Euergetes, irmão de Berenice, invade o Império Selêucida para tentar instalar o seu sobrinho como rei. Ptolomeu obtém grandes vitórias mas, quando chega a Antioquia, Berenice e o filho tinham sido mortos por partidários de Laódice.

Ptolomeu III ocupa Antioquia e Babilónia, pelo que Seleuco Callinicus fica com um império muito mais pequeno que governa a partir de Éfeso.


Antíoco III Megas (o Grande)

É Antíoco III o Grande, filho de Callinicus, que vai recuperar e ampliar a grandeza do Império Selêucida.

Daniel 11:13-19
“Pois o rei do norte reunirá outro exército, maior que o primeiro; depois de alguns anos voltará a atacá-lo com um exército enorme e bem equipado.
Naquela época muitos se rebelarão contra o rei do sul. E os homens violentos do povo a que você pertence se revoltarão para cumprirem esta visão, mas não terão sucesso. Então o rei do norte virá, construirá rampas de cerco e conquistará uma cidade fortificada. As forças do sul serão incapazes de resistir; mesmo as suas melhores tropas não terão forças para resistir. O invasor fará o que bem entender; ninguém conseguirá detê-lo. Ele se instalará na Terra Magnífica e terá poder para destruí-la. Virá com o poder de todo o seu reino e fará uma aliança com o rei do sul. Ele lhe dará uma filha em casamento a fim de derrubar o reino, mas o seu plano não terá sucesso e em nada o ajudará. Então ele voltará a atenção para as regiões costeiras e se apossará de muitas delas, mas um comandante reagirá com arrogância à arrogância dele e lhe dará fim. Depois disso ele se dirigirá para as fortalezas de sua própria terra, mas tropeçará e cairá, para nunca mais aparecer.”

Cerca de 219 a.C., Antíoco o Grande iniciou a quarta guerra síria e retomou muitas das cidades costeiras que antes haviam sido perdidas para os Ptolomeus. No entanto, em 217, ao tentar invadir o próprio Egipto, Antíoco foi derrotado por Ptolomeu IV Philopator e esta guerra terminou.


Por volta de 209 a.C. Antíoco foi para a guerra, a norte, contra a Báctria e venceu depois de um notável cerco à cidade de Bactra. Ainda conquistou territórios da Índia, de onde obteve 150 elefantes.
Com a situação segura a norte, Antíoco virou-se novamente para sul. Antíoco ampliou grandemente o Império selêucida e iniciou uma nova guerra contra os Ptolomeus. Esta seria a quinta guerra síria e desta vez Antíoco varreu a maior parte do império ptolemaico, excepto o Egipto. Tomou a Fenícia e a Palestina.

Em 200 a.C., Antíoco o Grande preparou-se para invadir o Egipto novamente mas, desta vez, os romanos, aliados de Ptolomeu V Epiphanes, ameaçaram-no com guerra. Assim, a quinta guerra síria não incluiu o próprio Egipto.

Note-se que romanos tinham como prioridade, na sua aliança com os Ptolomeus, a defesa do Egipto porque era daqui que Roma recebia grande parte dos seus cereais. O Egipto era o celeiro de Roma e os romanos não queriam que essa ligação fundamental fosse cortada. Os cereais (hidratos de carbono) eram o petróleo (hidrocarbonetos) da antiguidade – era o que permitia a máquina de guerra funcionar – permitia, nomeadamente, movimentar soldados e cavalos.
Para selar a paz com o Egipto, Antíoco daria a sua filha Cleópatra da Síria para casamento com o rei egípcio Ptolomeu V.

Um pouco mais tarde, a expansão de Antíoco para a Grécia o traria em desacordo com Roma. A República Romana bateu os Selêucidas e forçou-os a pagar um pesado tributo como dívidas de guerra.
Antíoco morreu no ano seguinte, em 187, durante um assalto ao templo de Susa, numa tentativa de obter ouro para pagar tributo aos romanos.


Seleuco IV Philopator dedica-se à tributação

Daniel 11:20
“Seu sucessor enviará um cobrador de impostos para manter o esplendor real. Contudo, em poucos anos ele será destruído, sem necessidade de ira nem de combate.”

Seleuco IV Philopator foi o sucessor de Antíoco III O Grande. A sua actuação foi principalmente marcada pela tributação pesada para pagar a dívida aos romanos. Ele enviou o seu ministro Heliodoro para cobrar impostos em todo o império - este ficou recordado pelos judeus pelo seu assalto ao templo de Jerusalém.

A partir do versículo 21, este capítulo de Daniel mostra uma precisão histórica sem paralelo no resto do livro. Mostra que o autor era muito conhecedor da história de Antíoco Epifânio e menos conhecedor da história dos seus antecessores.


Antíoco IV Epiphanes, o desprezível

Daniel 11:21-30
“Ele será sucedido por um ser desprezível, a quem não tinha sido dada a honra da realeza. Este invadirá o reino quando o povo se sentir seguro, e se apoderará do reino por meio de intrigas. Então um exército avassalador será arrasado diante dele; tanto o exército como um príncipe da aliança serão destruídos. Depois de um acordo feito com ele, agirá traiçoeiramente, e com apenas um pequeno grupo chegará ao poder. Quando as províncias mais ricas se sentirem seguras, ele as invadirá e realizará o que nem seus pais nem seus antepassados conseguiram: distribuirá despojos, saques e riquezas entre seus seguidores. Ele tramará a tomada de fortalezas, mas só por algum tempo.
Com um grande exército juntará suas forças e sua coragem contra o rei do sul. O rei do sul guerreará mobilizando um exército grande e poderoso, mas não conseguirá resistir por causa dos golpes tramados contra ele. Mesmo os que estiverem sendo alimentados pelo rei tentarão destruí-lo; seu exército será arrasado, e muitos cairão em combate. Os dois reis, com seu coração inclinado para o mal, sentarão à mesma mesa e mentirão um para o outro, mas sem resultado, pois o fim só virá no tempo determinado. O rei do norte voltará para a sua terra com grande riqueza, mas o seu coração estará voltado contra a santa aliança. Ele empreenderá ação contra ela e depois voltará para a sua terra.
No tempo determinado ele invadirá de novo o sul, mas desta vez o resultado será diferente do anterior. Navios das regiões da costa ocidental [ou "navios de Kittim", referindo-se aos romanos] se oporão a ele, e ele perderá o ânimo. Então despejará sua fúria contra a santa aliança e, voltando, tratará com bondade aqueles que abandonarem a santa aliança.
Suas forças armadas se levantarão para profanar a fortaleza e o templo, acabarão com o sacrifício diário e colocarão no templo o sacrilégio terrível. Com lisonjas corromperá aqueles que tiverem violado a aliança, mas o povo que conhece o seu Deus resistirá com firmeza.
….”

Antíoco IV Epifânio foi o sucessor de Seleuco IV Philopator.
Em rigor, apesar de ser irmão de Seleuco e filho de Antíoco o Grande, Epifânio era um usurpador, uma vez que não figurava como sucessor no testamento do pai nem do irmão. Sua ascensão ao poder foi marcada por assassinatos e intrigas e um par de outros candidatos ao trono tiveram que ser mortos no processo.

Em 170 a.C. o rei do Egipto era Ptolomeu VI Philometor, de apenas quinze anos, filho de Cleópatra da Síria, sobrinho de Antíoco Epifânio. Em seu nome, os ministros egípcios exigiram aos selêucidas a devolução dos territórios da Síria e Palestina mas Epifânio lançou um ataque preventivo contra o Egipto, conquistando tudo menos Alexandria. Esta seria a sexta guerra síria e o Egipto foi fortemente abalado. Essencialmente, Epifânio tomou todo o Império mas, para não alarmar os romanos, deixou os Ptolomeus intactos em Alexandria e retirou-se. Permitiu que Ptolomeu VI continuasse a governar como um rei fantoche às suas ordens.

No caminho de regresso, Epifânio saqueou Jerusalém, instalou um sumo-sacerdote fantoche (chamado Menelau) e dedicou o templo de Jerusalém a Zeus.

Após a retirada de Epifânio, a cidade de Alexandria escolheu um novo rei, um irmão mais novo de Ptolomeu, também chamado Ptolomeu (VIII Euergetes). Os irmãos concordaram em governar o Egipto em conjunto em vez de lutarem numa guerra civil.

Em 168 a.C., tendo perdido o controlo sobre o Egipto, Epifânio decidiu atacar novamente mas, desta vez, os romanos vieram em defesa dos Ptolomeus, enviando uma frota naval ("navios de Kittim" no texto de Daniel). Assim, Antíoco recuou sem invadir o Egipto e, com o seu exército, depois de ter sido bloqueado pelos romanos, saqueou Jerusalém uma segunda vez.

O restante do capítulo 11 simplesmente explica algumas das façanhas de Epifânio, particularmente suas acções em Jerusalém.

No ponto de vista do autor deste texto, Epifânio é uma pessoa muito má pois saqueou Jerusalém duas vezes e causou todos os tipos de problemas para os judeus e para o judaísmo.

O capítulo 12 acaba com uma descrição do fim figurativo de Antíoco Epifânio, o fim da dominação selêucida e o fim de um período turbulento para Jerusalém e para a Palestina.

Epifânio acabou por ser derrotado na Revolta dos Macabeus a qual culminou na criação de um reino independente de judeus, o reino Asmoneu.


Referências:
  - List of Seleucid rulers
  - Ptolemaic dynasty
  - Tradução de Daniel da Septuaginta


domingo, 27 de novembro de 2016

Rolos do Mar Morto - Antigo Testamento



Qumran - relação com o Antigo Testamento (Tanakh)

Antes da descoberta dos Rolos do Mar Morto, os mais antigos manuscritos do Antigo Testamento, que eram utilizados para as traduções modernas da Bíblia, datavam de 895 EC (texto Massorético).

Com a descoberta de Qumran, a lista de fontes princpais para as traduções modernas do Antigo Testamento passou a ser a seguinte (por ordem cronológica dos respectivos textos):
-     Septuaginta (ou versão LXX) - foi uma tradução grega do Antigo Testamento que surgiu no século III AEC, em Alexandria (uma cidade do Egipto que tinha uma grande população judaica de língua grega); o nome advém da tradição que diz que foram 72 sábios, a pedido do rei Ptolomeu II Filadelfo (309 - 246 AEC), que traduziram os textos para o grego;

-     os Rolos do Mar Morto (Qumran), contendo manuscritos do Tanakh (Antigo Testamento), em hebraico, com data de composição por volta do século I AEC;

-     as traduções para o Latim só foram oficializadas a partir do século IV EC, com a introdução da Vulgata Latina por Jerónimo, que já incluía o Novo Testamento;

-    o texto Massorético - corresponde à versão oficial, em hebraico, copiada segundo regras rígidas; mas, embora sendo o hebraico a língua original da maior parte dos livros do Antigo Testamento, esta corrente de cópias só se formou a partir do século IX EC e não é claro quais foram as fontes iniciais para esta.


A descoberta dos Rolos do Mar Morto levantou importantes questões sobre a integridade do texto Massorético. Uma vez que a tradição atribuia ridiculamente a autoria de alguns livros do Antigo Testamento a partir do século XV a.C., a fé na inerrância bíblica requeria crer que escribas, de alguma forma, tinham copiado esses livros durante mais de 2000 anos sem incorporar erros significativos.

Sendo algo difícil de aceitar, a inerrância bíblica perdeu muitos seguidores. Cristãos mais liberais começaram a pensar a Bíblia como um livro sagrado cujas ideias foram divinamente inspiradas mas não necessariamente as palavras exactas, nem sequer as palavras escritas nos há muito desaparecidos textos originais.

Já eram conhecidas as diferenças entre o texto da Septuaginta (texto grego do século III a.C.) Massorético (texto hebraico do século IX d.C.). Desde há muito tempo que os tradutores modernos da Bíblia adoptaram a versão Massorética, assumindo que a Septuaginta não era adequada uma vez que, apesar de ser mil anos mais antiga, tratava-se de uma tradução para outra língua (a grega) e não uma cópia do texto “original” em hebraico.

Isaías de Qumran confirma, apenas em parte, o texto Massorético

Com a descoberta dos Rolos do Mar Morto, os defensores da doutrina da inerrância bíblica pensaram ter, inicialmente, razões para rejúbilo. Na primeira gruta foi encontrado o manuscrito do Livro de Isaías quase intacto. Apesar de muitas variações na ortografia, o conteúdo do rolo de Qumran foi coniderado notavelmente paralelo ao texto Massorético de 895 EC. Tradutores da Revised Standard Version em 1952 encontraram apenas 13 diferenças textuais no manuscrito que eles consideram importante o suficiente para afectar a sua tradução de Isaías. Quando os académicos dataram o manuscrito em cerca de 100 a.C., os fundamentalistas bíblicos acreditavam ter encontrado no texto de Qumran de Isaías a prova indiscutível de que, através dos séculos longos e silenciosos, os escribas judeus haviam sido escrupulosamente fiéis na transmissão de seus livros sagrados. Afinal, se mil anos não tivessem trazido mudanças significativas ao texto de Isaías, não poderíamos acreditar que o mesmo era verdade para os outros livros do Antigo Testamento?

Mas mesmo o livro de Isaías apresenta alguns problemas quer com tradução incompetente para as linguas modernas quer com a irresponsável escolha do texto Massorético para a tradução do Antigo Testamento.

Os autores do Novo Testamento, há cerca de 2000 anos, utilizaram a Septuaginta em cada citação do Tanakh (Antigo Testamento). Por exemplo, em Mateus 15:8-9, o autor citou o texto de Isaías 29:13 a partir da Septuaginta (naquele tempo ainda não existia a versão Massorética):

Mateus 15:8-9
Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.

Esta passagem é importante para as Igrejas afirmarem qual é fonte de autoridade da doutrina cristã. O problema é que a citação aproxima-se de Isaías da Septuaginta, mas difere da versão Massorética.
Comparemos a versão Septuaginta que serviu de base ao autor de Mateus, com a versão Massorética:

Isaías 29:13 (Septuaginta)
Isaías 29:13 (Massorética)
E o Senhor disse: Este povo se aproxima de mim com a sua boca, e eles me honram com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim; mas em vão me adoram, ensinando os mandamentos e as doutrinas dos homens
Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;

Na versão Septuaginta, o povo instrui deliberadamente doutrinas humanas. Na versão Massorética, o povo simplesmente foi mal instruido e conhece "Deus" da forma errada.


Outros livros confirmam Septuginta e lançam dúvida sobre Massorético

A relativa fidelidade do texto Massorético de Isaías face à versão do Mar Morto seria um argumento impressionante a favor da inerrância bíblica se não fosse pelas descobertas subsequentes que foram feitas noutras cavernas de Qumran, sobre as quais os que apoiam este argumento têm sido muito relutantes em falar.
Na Caverna 4, muitos textos bíblicos fragmentários foram recuperados, cobrindo todos os livros do cânone hebraico, excepto Ester e Neemias. Estes fragmentos da Caverna 4 revelaram uma história diferente sobre a cópia e transmissão de escritos do Antigo Testamento. Em alguns casos, especialmente 1-2 Samuel, Jeremias e Êxodo, os fragmentos trouxeram à luz formas ou revisões de livros bíblicos que diferiam da tradição medieval Massorética, mas que condiziam com a Septuaginta.

Esta "história diferente" contada pelas descobertas na Caverna Quatro em Qumran é uma história sobre a qual os inerrantistas bíblicos têm sido notavelmente silenciosos, provavelmente porque afasta a tese de que "escribas escrupulosamente meticulosos que contaram todas as letras nas cópias que fizeram certificando-se de que não houve erros". As descobertas da Caverna 4 mostram não só que erros foram feitos, mas também que as mudanças textuais foram feitas com provável intenção.

Salmos

O autor de "Carta aos Hebreus" citou Salmos:
Hebreus 10:5-7
... Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então, disse: Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

Salmos 40:6-8 (Septuaginta)
Salmos 40:6-8 (Massorética)
Sacrifício e oferta não quiseste; Mas me preparaste um corpo: holocausto e sacrifício por causa do pecado não o exigiste. Então eu disse: Eis que venho; no rolo do livro está escrito a meu respeito, desejei fazer a tua vontade, ó Deus meu, ...
Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro está escrito de mim: Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; ...


Onde está a parte "mas corpo me preparaste" na versão Massorética? 

Jeremias

O livro de Jeremias de Qumran, muito semelhante ao texto da Septuaginta, apresenta muitas diferenças em relação ao texto Massorético (e todas as traduções modernas do Antigo Testamento). A versão Massorética apresenta texto adicional – secções completas de texto – e apresenta uma ordenação diferente de algumas porções do texto.

Vejamos as secções de texto que foram acrescentadas à versão Massorética (da qual quase todas as traduções da Bíblia dependem):

Cap. / Versic.
Texto Adicionado ao Massoretico
25:14
14 Porque também deles se servirão muitas nações e grandes reis; assim lhes retribuirei segundo os seus feitos e segundo as obras das suas mãos.
27:1,7,13,17,21
1 No princípio do reinado de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, veio, da parte do Senhor, esta palavra a Jeremias, dizendo:
7 E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele.
13 Por que morrerias tu e o teu povo à espada, e à fome, e de peste, como o Senhor disse da gente que não servir ao rei da Babilônia?
17 Não lhes deis ouvidos, servi ao rei da Babilônia e vivereis. Por que se tornaria esta cidade um deserto?
21 Assim, pois, diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, acerca dos utensílios que ficaram na Casa do Senhor, e na casa do rei de Judá, e em Jerusalém:
29:16-20
16 Porque assim diz o Senhor a respeito do rei que se assenta no trono de Davi e de todo o povo que habita nesta cidade, vossos irmãos, que não saíram convosco para o cativeiro. 17 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que enviarei entre eles a espada, e a fome, e a peste e fá-los-ei como a figos podres, que não se podem comer, de maus que são. 18 E persegui-los-ei com a espada, e com a fome, e com a peste; dá-los-ei para andarem de um lado para outro entre todos os reinos da terra e para serem uma maldição, e um espanto, e um assobio, e um opróbrio entre todas as nações para onde os tiver lançado; 19 porquanto não deram ouvidos às minhas palavras, diz o Senhor, enviando-lhes eu os meus servos, os profetas, madrugando e enviando; mas vós não escutastes, diz o Senhor. 20 Vós, pois, ouvi a palavra do Senhor, todos os do cativeiro que enviei de Jerusalém para a Babilônia.
30:10,11,15,22
10 Não temas, pois, tu, meu servo Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei das terras de longe, e a tua descendência, da terra do seu cativeiro; e Jacó tornará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize.
11 Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar, porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida e, de todo, não te terei por inocente.
15 Por que gritas em razão de teu quebrantamento? Tua dor é mortal. Pela grandeza de tua maldade e pela multidão de teus pecados, eu fiz estas coisas.
22 E ser-me-eis por povo, e eu vos serei por Deus.

33:14-26
14 Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que cumprirei a palavra boa que falei à casa de Israel e à casa de Judá. 15 Naqueles dias e naquele tempo, farei que brote a Davi um Renovo de justiça, e ele fará juízo e justiça na terra. 16 Naqueles dias, Judá será salvo, e Jerusalém habitará seguramente; e este é o nome que lhe chamarão: O Senhor É Nossa Justiça.

17 Porque assim diz o Senhor: Nunca faltará a Davi varão que se assente sobre o trono da casa de Israel, 18 nem aos sacerdotes levíticos faltará varão diante de mim, para que ofereça holocausto, e queime oferta de manjares, e faça sacrifício todos os dias. 19 E veio a palavra do Senhor a Jeremias, dizendo: 20 Assim diz o Senhor: Se puderdes invalidar o meu concerto do dia, e o meu concerto da noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo, 21 também se poderá invalidar o meu concerto com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono, como também com os levitas sacerdotes, meus ministros. 22 Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.

23 E veio ainda a palavra do Senhor a Jeremias, dizendo: 24 Não tens visto o que este povo fala, dizendo: As duas gerações que o Senhor elegeu, agora as rejeitou? E desprezam o meu povo, como se não fora já um povo diante deles. 25 Assim diz o Senhor: Se o meu concerto do dia e da noite não permanecer, e eu não puser as ordenanças dos céus e da terra, 26 também rejeitarei a descendência de Jacó e de Davi, meu servo, de modo que não tome da sua semente quem domine sobre a semente de Abraão, Isaque e Jacó; porque removerei o seu cativeiro e apiedar-me-ei deles.
39:4-13
4 E sucedeu que, vendo-os Zedequias, rei de Judá, e todos os homens de guerra, fugiram, então e saíram de noite da cidade, pelo caminho do jardim do rei, pela porta dentre os dois muros; e saiu pelo caminho da campina. 5 Mas o exército dos caldeus os perseguiu; e alcançaram Zedequias nas campinas de Jericó, e o prenderam, e o fizeram ir a Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Ribla, na terra de Hamate, e ali o rei da Babilônia o sentenciou. 6 E o rei da Babilônia matou os filhos de Zedequias em Ribla, à sua vista; também matou o rei da Babilônia todos os nobres de Judá. 7 E arrancou os olhos a Zedequias e o atou com duas cadeias de bronze, para levá-lo à Babilônia.

8 E os caldeus queimaram a casa do rei e as casas do povo e derribaram os muros de Jerusalém. 9 E o resto do povo que ficara na cidade, e os rebeldes que se tinham passado para ele, e o resto do povo que ficou levou Nebuzaradã, capitão da guarda, para Babilônia. 10 Mas os pobres de entre o povo, que não tinham nada, deixou Nebuzaradã, capitão da guarda, na terra de Judá; e deu-lhes vinhas e campos naquele dia.

11 Mas Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia ordenado acerca de Jeremias, a Nebuzaradã, capitão dos da guarda, dizendo: 12 Toma-o, e põe sobre ele os olhos, e não lhe faças nenhum mal; antes, como ele te disser, assim procederás para com ele. 13 Deste modo, Nebuzaradã, capitão dos da guarda, ordenou a Nebusazbã, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague e todos os príncipes do rei da Babilônia.
46:1,26
1 Palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra as nações.
26 E os entregarei nas mãos dos que procuram a sua morte, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia e nas mãos dos seus servos; mas, depois, será habitada como nos dias antigos, diz o Senhor.
48:45-47
45 Os que fugiam ficaram sem força e pararam à sombra de Hesbom; mas fogo saiu de Hesbom, e a labareda, do meio de Seom, e devorou o canto de Moabe e o poder dos turbulentos. 46 Ai de ti, Moabe! Pereceu o povo de Quemós, porque teus filhos ficaram cativos, e tuas filhas, em cativeiro.
47 Mas farei voltar os cativos de Moabe no último dos dias, diz o Senhor. Até aqui o juízo de Moabe.


Para Concluir

A versão Septuaginta, que tinha sido rejeitada por não ser hebraica, acaba por revelar-se ser mais semelhante à versão encontrada em Qumran do que a Massorética. Afinal, isto seria de esperar, porque apesar de escritas em línguas diferentes, a versão Septuaginta e a de Qumran pertencem quase à mesma época, enquanto a Massorética é posterior em cerca de mil anos.

Os autores do Novo Testamento (evangelhos, epístolas e outros textos) utilizaram a versão Septuaginta como referência às suas citações do Antigo Testamento.


Referências:
  - https://www.ccel.org/bible/brenton/Jeremiah/appendix.html

domingo, 13 de novembro de 2016

Rolos do Mar Morto - Regra da Guerra





Guerra dos Filhos da Luz Contra os Filhos das Trevas

A "Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas", também conhecido como "Regra de Guerra" ou "Manuscrito da Guerra", é um manual de disciplina, organização militar e estratéga que foi descoberto entre os Manuscritos do Mar Morto. O manuscrito estava entre os pergaminhos encontrados na caverna 1 de Qumran. Estes manuscritos foram encontrados em bom estado de conservação, tendo sido corroída apenas sua borda inferior.

Tematicamente, parece conter influência persa (zoroastriana), selêucida e romana.

Começando com a cultura zoroastriana, que impregnou o pensamento judaico desde o século V a.C., o manuscrito apresenta traços, primeiro, da pressão selêucida sobre os judeus e, depois, da pressão dos romanos.
Variada literatura judaica utiliza o nome "Kittim" para identificar um inimigo poderoso. Inicialmente poderia referir-se aos selêucidas (cujo império era territorialmente comparável ao império assírio), mas em épocas posteriores Kittim poderia referir-se aos romanos.

A pressão selêucida começa com Antíoco IV Epifânio, que saqueou Jerusalém duas vezes num curto lapso de tempo, em 170 e 168 a.C.

Durante cerca de 20 anos houve tensão entre os judeus e os selêucidas, com a Revolta dos Macabeus. As sucessivas vitórias dos Macabeus (heróis do judaísmo) devem ter dado uma sensação de invencibilidade ao povo judeu que, levada ao extremo, iria inevitavelmente culminar numa vitória sobre todas as nações inimigas - que é exactamente o tema deste manuscrito "Regra da Guerra". De facto, os Macabeus criaram uma nação independente para os judeus no solo de Judá e expandiram o território para além das fronteiras tradicionais de Judá e Israel.

Mais tarde, os romanos tiveram duas grandes intervenções militares em Jerusalém: Pompeu em 63 a.C. e Tito em 70 d.C.

A tensão gerada antes dos confrontos, antecipando-se uma extrema violência nestes, levaria à criação escatológica (do grego "eschaton", relativo ao "fim dos tempos") - a imaginação de um derradeira batalha que trouxesse glória e paz para os judeus.

Estes pergaminhos contêm uma profecia apocalíptica de uma guerra entre os Filhos da Luz e os Filhos das Trevas. A guerra é descrita em duas partes distintas, a primeira (a guerra contra os Kittim) descreve uma batalha entre os Filhos da Luz, que consiste dos filhos de Levi, os filhos de Judá, e dos filhos de Benjamim, e os exilados do deserto, contra Edom, Moab, Amom, os amalequitas, e Filistia e seus aliados de Kittim da Assíria (colectivamente referidos como o exército de Belial), e "aqueles que os assistem, de entre os ímpios que violam a aliança".

A segunda parte da guerra (a Guerra das Divisões) é descrita como os Filhos da Luz, agora as doze tribos unidas de Israel, conquistando as "nações da vã glória". No final, tudo da Escuridão é para ser destruído e Luz viverão em paz por toda a eternidade. O texto prossegue detalhe inscrições para trompetes e bandeiras para a guerra e liturgias para os sacerdotes durante o conflito.

Existem muitas diferenças fundamentais no modo como a Guerra contra o Kittim e a Guerra das Divisões são descritas. A guerra contra o Kittim é referida como um dia de batalha com sete fases, com os Filhos da Luz e os Filhos das Trevas cada vencendo três dos primeiros seis antes da vitória final para os Filhos da Luz por intervenção divina no sétimo. Embora não esteja claro se isso se entende como um período literal de 24 horas, não parece descrever uma batalha prolongada. Após a guerra contra o Kittim há um período de seis anos de preparação culminando na restauração do Templo em Jerusalém. O começo da descrição da Guerra das Divisões diz que há 33 anos de guerra restante dos 40 anos totais da guerra. Na guerra contra o Kittim cada lado vai lutar ao lado de anfitriões angélicos e seres sobrenaturais ea vitória final é alcançada pelos Filhos da Luz diretamente pela mão de Deus. Na Guerra das Divisões, por outro lado, não há menção de anjos ou aliados sobrenaturais lutando ao lado das tribos de Israel ou das Nações. Outra distinção é que na Guerra contra o Kittim os Filhos da Luz enfrentam a derrota três vezes antes da vitória, mas na Guerra das Divisões não há menção de derrota ou contratempos de qualquer tipo.

A estrutura pode ser descrita assim:
- Resumo da Guerra contra o Kittim - Filhos da Luz contra os Filhos da Escuridão.
- Resumo da Guerra das Divisões - quarenta anos de combate contra todas as nações "perversas".
- Regras sobre inscrições a serem exibidas em faixas (estandartes), trombetas, dardos, etc.
- Peças litúrgicas - orações, louvores, agradecimentos.
- Guerra contra o Kittim: a batalha em sete confrontos, entre a Luz e a Escuridão.

Para referência, inclui-se aqui a tradução do texto (de uma versão em inglês):
Para o Instrutor, a Regra da Guerra 
O primeiro ataque dos Filhos da Luz será contra as forças dos Filhos das Trevas, o exército de Belial: as tropas de Edom, Moabe, os filhos de Amom, os amalequitas, Filistia e as tropas de Kittim de Assur - apoiados por aqueles que violaram a aliança. Os filhos de Levi, os filhos de Judá, e os filhos de Benjamim, os exilados no deserto, lutarão contra eles com [...] contra todas as suas tropas, quando os exilados dos Filhos da Luz retornarem do Deserto dos Povos para acamparem no Deserto de Jerusalém.
Então, depois da batalha, eles devem subir daquele lugar e […] o rei de Kittim entrará no Egipto. No seu tempo, ele sairá com grande ira para lutar contra os reis do norte, e na sua ira ele se propõe destruir e eliminar a força de Israel.

Então será um tempo de salvação para o povo de Deus e um tempo de domínio para todos os homens de Suas forças, e aniquilamento eterno para todas as forças de Belial. Haverá pânico entre os filhos de Jafé, a Assíria – cairão sem ninguém que venha em seu auxílio – e a supremacia do Kittim cessará para que a iniquidade seja superada sem restantes. Não deve haver sobreviventes entre os Filhos da Escuridão.
Então os Filhos da rectidão brilharão para todos os cantos do mundo, continuando a brilhar até o fim das épocas designadas de trevas. Então, no tempo designado por Deus, Sua grande excelência brilhará para todos os tempos de eternidade para paz e bênção, glória e alegria, e longa vida para todos os Filhos da Luz. No dia em que Kittim cair, haverá uma batalha e horrível carnificina diante do Deus de Israel, pois é um dia determinado por Ele desde os tempos antigos como uma batalha de aniquilação para os Filhos das Trevas. Naquele dia a congregação dos deuses e a congregação dos homens se combaterão uns aos outros, resultando em grande carnificina.
Os Filhos da Luz e as forças das Trevas combaterão juntos para mostrar a força de Deus com o rugido de uma grande multidão e o grito de deuses e homens; um dia de desastre. É um momento de angústia para as pessoas que são redimidas por Deus. De todas as suas aflições não existe nenhuma que seja semelhante a esta, apressando-se para a sua conclusão como redenção eterna.
No dia da sua batalha contra Kittim, irão para a carnificina na batalha.
Em três confrontos os Filhos da Luz se manterão firmes para golpear a maldade, e em três o exército de Belial se fortalecerá para forçar o recuo das forças da Luz. E quando os estandartes da infantaria fizerem derreter seus corações, então a força de Deus fortalecerá os corações dos Filhos da Luz.
No sétimo confronto a grande mão de Deus vencerá Belial e todos os anjos de seu domínio, e todos os homens de suas forças serão destruídos para sempre. 
A aniquilação dos Filhos das Trevas e serviço a Deus durante os anos de guerra 
[...] os santos resplandecerão em favor da [...] verdade para a aniquilação dos Filhos das Trevas.
[...]
[...] os chefes das tribos ... e os sacerdotes, os levitas, os chefes das tribos, os padres da congregação [...] os sacerdotes e assim para os levitas e os cursos das cabeças dos clãs da congregação, cinquenta e dois. Eles classificarão os chefes dos sacerdotes após o sumo-sacerdote e seu substituto; Doze sacerdotes-chefes para servir na oferta regular diante de Deus. Os chefes dos cursos, vinte e seis, servirão em seus cursos. Depois deles, os chefes dos levitas servem continuamente, doze em total, cada um a uma tribo. Os chefes de seus cursos servirão a cada homem no seu posto. Os chefes das tribos e dos pais da congregação os apoiarão, tomando a sua vez continuamente às portas do santuário.
Os chefes dos seus cursos, desde a idade de cinquenta para cima, tomarão a sua posição com os seus comissários em suas festas, luas novas e Sabbaths, e em todos os dias do ano.
Estes tomarão a sua vez nos holocaustos e nos sacrifícios, para arranjar o incenso aromático segundo a vontade de Deus, para expiar toda a sua congregação e para satisfazer-se perante Ele continuamente na mesa da glória. Todas estas medidas devem ser tomadas no momento do ano de remissão. Durante os restantes trinta e três anos da guerra, os homens notáveis, os chamados da Congregação, e todos os chefes dos clãs da congregação escolherão para si próprios homens de guerra por todas as terras das nações. De todas as tribos de Israel devem preparar homens capazes de sair para a batalha de acordo com a convocação da guerra, ano após ano. Mas, durante os anos de remissão, não haverão homens prontos para sair para a batalha, pois é um Sabbath de descanso para Israel. Durante os trinta e cinco anos de serviço, a guerra será travada. Durante seis anos toda a congregação a combaterá junta e uma guerra de divisões será travada durante os vinte e nove anos restantes. No primeiro ano combaterão contra a Mesopotâmia, no segundo contra os filhos de Lud, no terceiro pelejarão contra o resto dos filhos de Aram: Uz, Hul, Togar e Mesha, que estão além do Eufrates. No quarto e quinto eles lutarão contra os filhos de Arpachshad, no sexto e sétimo eles lutarão contra todos os filhos da Assíria e Persia e os orientais até o Grande Deserto. No oitavo ano lutam contra os filhos de Elão, no ano nono lutarão contra os filhos de Ismael e Quetura, e durante os dez anos seguintes a guerra será dividida contra todos os filhos de Cam de acordo com seus clans e seus territórios. Durante os dez anos restantes a guerra será dividida contra todos os filhos de Jafé de acordo com seus territórios.  
A descrição das trombetas 
A Regra das Trombetas: as trombetas de alarme para todo o seu serviço para os [...] para os seus homens comissionados, por dezenas de milhares e milhares e centenas e cinquenta e dezenas. Sobre as trombetas [...]
[...] eles escreverão ... as trombetas das formações de batalha, e as trombetas para reunir quando as portas da guerra são abertas, para que a infantaria possa avançar, as trombetas de sinal para matar, as trombetas de emboscada, as trombetas de perseguição quando o inimigo é derrotado, e as trombetas de reunir quando retoma a batalha.
Sobre as trombetas para a reunião da congregação escreverão: "Os chamados de Deus".
Sobre as trombetas para a reunião dos chefes escreverão: "Os príncipes de Deus". Sobre as trombetas das formações escreverão: "A ordem de Deus".
Sobre as trombetas dos homens notáveis escreverão "Os cabeças dos clãs da congregação". Quando estiverem reunidos na casa da assembléia, escreverão: "Os testemunhos de Deus para a santa congregação".
Nas trombetas dos acampamentos escreverão: "A paz de Deus nos acampamentos de Seus santos".
Sobre as trombetas para as suas campanhas, escreverão: "Os poderosos feitos de Deus para espalhar o inimigo e colocar todos os que odeiam a justiça a debandar e a retirada da misericórdia de todos os que odeiam a Deus”.
Sobre as trombetas das formações de batalha escreverão:" Formações das divisões de Deus para vingar Sua ira sobre todos os Filhos das Trevas".
Sobre as trombetas para reunir a infantaria, quando as portas da guerra se abrirem, para que saiam contra a linha de batalha do inimigo, escreverão: "Lembrança de recompensa no tempo determinado de Deus”.
Sobre as trombetas da matança escreverão: "A mão do poder de Deus na batalha, para derrubar todos os mortos por causa da infidelidade”.
Sobre as trombetas da emboscada escreverão: "Mistérios de Deus para apagar a iniqüidade".
Sobre as trombetas de perseguição escreverão: "Deus feriu a todos os Filhos das Trevas, Ele não diminuirá a Sua ira até que sejam aniquilados".
Quando eles retornarem da batalha para entrar na formação, eles escreverão nas trombetas da retirada: "Deus ajuntou".
Sobre as trombetas para o caminho do retorno da batalha com o inimigo a entrar na congregação em Jerusalém, eles escreverão: "Regozijamentos de Deus num retorno pacífico".  
A descrição dos estandartes 
Regra dos estandartes de toda a congregação de acordo com as suas formações. Sobre o grande estandarte que está à frente de todo o povo, escreverão: "Povo de Deus", os nomes "Israel" e "Arão", e os nomes das doze tribos de Israel segundo a sua ordem de nascimento. Nos estandartes dos chefes dos "acampamentos" de três tribos escreverão, "o Espírito [de Deus", e os nomes das três tribos]. No estandarte de cada tribo escreverão: "Padrão de Deus", e o nome do líder da tribo, de seus clãs. [... e] o nome do líder das miríades e os nomes dos chefes de [...]
[...]

Sobre o estandarte dos milhares e eles escreverão, "A Ira de Deus soltou-se contra Belial e todos os homens das suas forças, sem remanescente, e o nome do chefe dos milhares e os nomes dos chefes das centenas, e sobre o estandarte das centenas escreverão: “Centena de Deus, o poder da guerra contra uma carne pecaminosa”, e o nome do chefe dos cem, e os nomes dos chefes das suas dezenas, e sobre o estandarte dos cinquenta escreverão: “Consumida é a posição dos ímpios pelo poder de Deus”, e o nome do chefe dos cinquenta, e os nomes dos chefes das suas dezenas, e sobre o estandarte das dezenas, escreverão: “Canções de alegria para Deus na harpa de dez cordas”, e o nome do chefe dos dez e os nomes dos nove homens em seu comando.
[...] 
A Regra dos estandartes da congregação 
Quando se puserem em batalha, escreverão no primeiro estandarte: "A congregação de Deus", no segundo estandarte "Os acampamentos de Deus", no terceiro "As tribos de Deus", no quarto "Os clãs de Deus", no quinto "As divisões de Deus", no sexto "A congregação de Deus", no sétimo “Os chamados por Deus” e no oitavo "O exército de Deus”. Eles devem escrever seus nomes na íntegra com toda a sua ordem.
[...] 
O comprimento dos estandartes 
O estandarte de toda a congregação será de catorze côvados de comprimento; o estandarte das três tribos treze côvados de comprimento; o estandarte de uma tribo, doze côvados; o estandarte de dez mil, onze côvados; o estandarte de mil, dez côvados; o estandarte de cem, nove côvados; o estandarte de cinquenta, oito côvados; o estandarte de dez, sete côvados [...]. 
A descrição dos escudos 
[…] e no escudo do líder de toda a nação escreverão o seu nome, os nomes "Israel", "Levi" e "Arão", e os nomes das doze tribos de Israel, e, de acordo com Sua ordem de nascimento, os nomes dos doze chefes de suas tribos.
A descrição do armamento e do posicionamento das divisões 
A regra para arranjar as divisões para a guerra quando seu exército está completo para fazer uma linha de frente de batalha: a linha de batalha deve ser formada por mil homens. Haverá sete fileiras de frente para cada linha de batalha, dispostos em ordem; Cada homem atrás de seu companheiro. Todos eles terão escudos de bronze, polidos como um espelho de face. O escudo deve ser ligado com uma borda de trabalho entrançado e um desenho de laços, o trabalho de um trabalhador habilidoso; Ouro, prata e bronze unidos e jóias; Um brocado multicolorido. É o trabalho de um hábil trabalhador, feito artisticamente. O comprimento do escudo será de dois côvados e meio, e a largura de um côvado e meio. Em suas mãos mantêm uma lança e uma espada. O comprimento da lança será de sete côvados, dos quais a bainha e a lâmina constituem meio côvado. A bainha terá três faixas gravadas como uma borda de trançado trabalhado; De ouro, prata e cobre unidos como um trabalho artisticamente projectado. E nos laços do sinal, em ambos os lados da banda em redor, serão pedras preciosas, um brocado multicolorido, obra de um hábil trabalhador, feito artisticamente, e uma espiga de trigo. O encaixe deve estar entalhado entre as faixas como uma coluna, feita artisticamente. A lâmina será de ferro branco brilhante, o trabalho de um trabalhador hábil, feito artisticamente, e uma espiga de grão em ouro puro incrustado na lâmina; estreitando para a ponta. As espadas serão de ferro refinado, purificadas no forno e polidas como um espelho de rosto, obra de um hábil trabalhador, feito artisticamente, com figuras de espigas em ouro puro gravado em ambos os lados. As bordas devem ir directo à ponta, dois em cada lado. O comprimento da espada será de um côvado e meio e sua largura quatro dedos. A bainha será de quatro dedos de largura e quatro mãos até à bainha. A bainha deve ser amarrada em ambos os lados com cordões de cinco mãos de comprimento. O punho da espada será de corno seleccionado, o trabalho de um trabalhador habilidoso, um desenho multicolor com ouro e prata e pedras preciosas.
[...]

[...] Eles devem lançar sete vezes, e retornar à sua posição. Depois deles, três divisões de infantaria avançarão e ficarão entre as linhas de batalha. A primeira divisão deve levantar para a linha de batalha inimiga sete dardos de batalha. Sobre a lâmina do primeiro dardo escreverão: "Relâmpago de uma lança para a força de Deus". Sobre a segunda arma escreverão, "Mísseis de sangue para derrubar os mortos pela ira de Deus." No terceiro dardo escreverão: "A lâmina da espada devora os mortos da iniqüidade pelo juízo de Deus".
Cada um deles deve lançar sete vezes e depois retornar à sua posição. Depois disto, duas divisões de infantaria marcharão e ficarão entre as duas linhas de batalha, a primeira divisão equipada com uma lança e um escudo e a segunda divisão com um escudo e uma espada; Para derrubar os mortos pelo julgamento de Deus, para subjugar a linha de batalha do inimigo pelo poder de Deus, e para render recompensa para o seu mal por todas as nações vangloriosas. Assim, a Realeza pertencerá ao Deus de Israel, e pelos santos do Seu povo Ele agirá poderosamente.  
A descrição do posicionamento da cavalaria
Sete fileiras de cavaleiros também tomarão posição à direita e à esquerda da linha de batalha. Suas fileiras devem ser posicionadas em ambos os lados, setecentos cavaleiros de um lado e setecentos do outro. Duzentos cavaleiros sairão com mil homens da linha de batalha da infantaria, e assim tomarão posição em todos os lados do campo. O total de quatro mil e seiscentos homens, e mil e quatrocentos de cavalaria para todo o exército organizado para a linha de batalha; cinqüenta para cada linha de batalha. Os cavaleiros com a cavalaria dos homens de todo o exército, serão seis mil; Quinhentos para uma tribo. Toda a cavalaria que sai para a batalha com a infantaria deve montar garanhões rápidos, responsivos, implacáveis, maduros, treinados para a batalha e acostumados a ouvir ruídos e ver todos os tipos de cenas. Aqueles que os montam serão homens capazes em batalha, treinados em equitação, de sua idade de trinta para quarenta e cinco anos. Os cavaleiros do exército terão de quarenta a cinqüenta anos de idade, e [...], capacetes e grevas, carregando em suas mãos escudos redondos e uma lança de oito côvados,
[...] e um arco e flechas e dardos de batalha, todos eles preparados para [...]
[...] e para derramar o sangue de seus culpados mortos. [...] 
O recrutamento e a idade dos soldados 
[…] e os homens do exército serão de quarenta a cinquenta anos. Os comissários dos acampamentos terão de cinqüenta a sessenta anos. Os oficiais também será de quarenta a cinquenta anos. Todos os que tiram os mortos, saqueiam o despojo, limpam a terra, guardam as armas, e aquele que prepara as provisões, todas estas serão de vinte e cinco a trinta anos. Nenhum jovem ou mulher entrará em seus acampamentos desde o momento em que saírem de Jerusalém para ir à batalha até seu retorno. Nenhum paralítico, cego ou coxo, nem um homem que tenha um defeito permanente em sua pele, ou um homem afetado com impureza ritual da sua carne; Nenhum deles irá com eles para a batalha. Todos eles serão voluntários para a batalha, puros de espírito e carne, e preparados para o dia da vingança. Qualquer homem que não estiver ritualmente limpo em relação aos genitais no dia da batalha não descerá com eles à batalha, pois anjos sagrados estão presentes com seu exército. Haverá uma distância entre todos os seus acampamentos e as latrinas de cerca de dois mil côvados, e nenhuma nudez vergonhosa será vista nos arredores de todos os seus acampamentos.  
O ministério dos sacerdotes e levitas 
Quando as linhas de batalha estiverem dispostas contra o inimigo, linha de batalha contra a linha de batalha, devem sair da abertura do meio para o espaço entre as linhas de batalha sete sacerdotes dos filhos de Arão, vestidos com lindas roupas de linho, uma túnica de linho e calções de linho, e cingidos com um cinto de linho retorcido, violeta, púrpura e carmesim, e um desenho multicolor, a obra de um trabalhador hábil, e chapéus decorados em suas cabeças; as roupas são para a batalha, eles não devem levá-las para o santuário.
Um só sacerdote andará diante de todos os homens da linha de batalha para os encorajar para a batalha. Nas mãos dos seis restantes estarão as trombetas da assembléia, as trombetas do memorial, as trombetas do alarme, as trombetas da perseguição e as trombetas de reunião. Quando os sacerdotes saírem no intervalo entre as linhas de batalha, sete levitas sairão com eles. Em suas mãos haverá sete trombetas de chifres de carneiro. Três oficiais dos levitas andarão à frente dos sacerdotes e dos levitas. Os sacerdotes tocarão as duas trombetas de reunião para a batalha sobre cinqüenta escudos, e cinqüenta homens de infantaria devem sair da porta e levitas, oficiais. Com cada linha de batalha sairão de acordo com [esta] o[rdem... homens de] infantaria das portas [e eles devem tomar posição] entre as duas linhas de batalha, e [...]
[…]
[…] as trombetas devem soprar continuamente para dirigir os lançadores de funda até que tenham terminado de arremessar sete vezes. Depois os sacerdotes tocarão as trombetas de retorno, e irão ao longo da primeira linha de batalha para tomar sua posição. Os sacerdotes tocarão as trombetas da assembléia e as três divisões de infantaria saem das portas e ficam entre as linhas de batalha, e ao lado deles os cavaleiros, à direita e à esquerda. Os sacerdotes tocarão em suas trombetas uma nota de nível, para assinalar a ordem de batalha.
E as colunas serão investidas em suas formações, cada uma na sua posição. Quando se posicionaram em três formações, os sacerdotes soprarão para eles um segundo sinal, uma fluida nota baixa, assinalando avanço, até que se aproximem a linha do inimigo e tomem as suas armas. Então os sacerdotes tocarão nas seis trombetas da matança uma nota abrupta e aguçada para dirigir a batalha, e os levitas e todo o povo soprará os chifres de carneiro tocando um grande alarme de batalha para derreter o coração do inimigo. Com o som do alarme, os dardos de batalha voarão para chacinar. Então o som dos chifres dos carneiros silenciará, mas os sacerdotes continuarão a soprar uma nota abrupta e aguçada para dirigir os sinais de batalha até que eles se tenham atirado para a linha de batalha do inimigo sete vezes. Depois, os sacerdotes soprarão para eles as trombetas de retiro, uma nota de baixo nível e fluida. De acordo com esta regra, os sacerdotes tocarão para as três divisões. Quando a primeira divisão lança, os [sacerdotes e os levitas e todo o povo com chifres de carneiro soarão um alarme grande para dirigir a batalha até que tenham lançado sete vezes. Depois os sacerdotes tocarão para eles as trombetas de retirada [...] e eles devem tomar as suas posições na linha de batalha, [...]   
[...]
[...] da matança, e todo o povo com chifres de carneiros tocará um alarme de batalha muito alto e com este soar suas mãos começarão a matar; e todo o povo acalmará o som de alarme, mas os sacerdotes continuarão a soar nas trombetas de chacina para dirigir a luta, até o inimigo ser derrotado e se bater em retirada. Os sacerdotes tocarão o alarme para dirigir a batalha, e quando tiverem sido derrotados diante deles, os sacerdotes tocarão as trombetas da assembléia, e toda a infantaria sairá para eles do meio das linhas de batalha da frente e posicionar, seis divisões, além da divisão que está envolvida na batalha: no total, sete linhas de batalha, vinte e oito mil soldados e seis mil cavaleiros. Todos estes perseguirão a fim de destruir o inimigo na batalha de Deus; Uma aniquilação total.
Os sacerdotes soprarão para eles as trombetas de perseguição, e se dividirão para a aniquilação de todos os inimigos. A cavalaria deve empurrar o inimigo de volta aos flancos da batalha até que sejam destruídos. Quando os mortos caírem, os sacerdotes continuarão soprando de longe e não entrarão no meio dos mortos, para não serem contaminados pelo seu sangue imundo, porque são santos. Não permitirão que o óleo de sua unção sacerdotal seja profanado com o sangue das nações vangloriosas. 
A descrição das manobras das divisões de batalha 
Regra para mudar a ordem das divisões de batalha, a fim de arranjar sua posição contra [...] um movimento em pinça e torres, arco mortífero, e à medida que avança lentamente, então as colunas e os flancos saem dos lados da linha de batalha para [que] o inimigo possa desanimar. Os escudos dos soldados das torres terão três côvados de comprimento, e as suas lanças oito côvados. As torres devem sair da linha de batalha com cem escudos em um lado. Pois eles devem cercar a torre nos três lados frontais, trezentos escudos no total. Haverá três portas para uma torre, uma à direita e outra à esquerda. Sobre todos os escudos dos soldados da torre escrevem: no primeiro, "Miguel", no segundo, "Gabriel", no terceiro, "Sariel", e no quarto "Rafael".
[...]
O discurso do sumo-sacerdote 
[…] de nossos acampamentos, e para nos guardar de qualquer nudez vergonhosa, e ele (Moisés) nos disse que Você está no meio de nós, um Deus grande e terrível, saqueando todos nossos inimigos perante nós. Ele nos ensinou desde antigamente através de nossas gerações, dizendo: Quando você se aproximar da batalha, o sacerdote se levantará e falará ao povo, dizendo: Ouve, ó Israel, que hoje estás a aproximar-te da batalha contra os teus inimigos, não tenhas medo, nem te desanimes.
Não fique aterrorizado por causa deles, porque o teu Deus vai contigo, para lutar por ti contra teus inimigos, e para salvar.
[Deuteronómio 20: 2-4] Nossos oficiais falarão a todos os que estão preparados para a batalha, aqueles que querem de coração, para fortalecê-los pelo poder de Deus, para rejeitar os que perderam o coração, e para fortalecer todos os valentes guerreiros juntos. Eles narrarão aquilo que Tu disseste pela mão de Moisés, dizendo: "E quando houver uma guerra na tua terra contra o adversário que te ataca, então tocarás um alarme com as trombetas, para que sejas lembrado diante de teu Deus e ser salvo de seus inimigos” [Números 10: 9]
A oração do sumo-sacerdote 
Quem é semelhante a ti, ó Deus de Israel, naquele lugar e na terra, para que ele possa operar de acordo com as tuas grandes obras e Sua grande força. Quem é semelhante ao teu povo Israel, a quem tu escolheste de todos os povos das terras; o povo dos santos da aliança, instruído nos estatutos, iluminado na compreensão aqueles que ouvem a voz gloriosa e vêem os santos anjos, cujos ouvidos estão abertos; Ouvindo coisas profundas. Ó Deus, criaste a expansão dos céus, a multidão de objectos celestes, a tarefa dos espíritos e o domínio dos santos, os tesouros de Tua glória nas nuvens. Aquele que criou a terra e os limites de suas divisões no deserto e na planície, e todas as criaturas, com os frutos, o círculo dos mares, as fontes dos rios e a fenda das profundezas, animais selvagens e criaturas aladas, a forma do homem e as gerações de sua semente, a confusão da linguagem e a separação dos povos, a morada dos clãs e a herança das terras, 
[...]
Na verdade, a batalha é Tua, e pela força da Tua mão os seus cadáveres foram quebrados em pedaços, sem ninguém para os enterrar. Na verdade, Golias, o Gitita, um homem valente, entregaste na mão de Davi, teu servo, porque confiou em teu grande nome, e não em espada e lança. Pois a batalha é Tua. Ele subjugou os filisteus muitas vezes pelo Teu santo nome. Também pela mão de nossos reis Tu nos salvaste muitas vezes por causa da Tua misericórdia; Não de acordo com as nossas obras, porque temos agido perversamente, nem pelos actos da nossa rebeldia. A batalha é Tua, a força vem de Ti, não é nossa. Nem o nosso poder nem a força da nossa mão têm feito valentemente, mas pelo Teu poder e pela força do Teu grande valor. Exactamente como Tu disseste-nos no tempo passado, dizendo: "Sairá uma estrela de Jacob, um ceptro tirado de Israel, e esmagará a testa de Moabe e derrubará todos os filhos de Seth, e ele descenderá de Jacob e destruirá o restante da cidade, e o inimigo será uma possessão, e Israel o fará valentemente” [Números 24: 17-19]. Pela mão de Teus ungidos, videntes das coisas designadas, Tu nos falaste das guerras das tuas mãos, para que Te gloriasses entre os nossos inimigos, para derrubar as hordas de Belial, as sete nações vangloriosas, da mão dos oprimidos, a quem redimiste [com poder] e retribuição; Uma força maravilhosa. Um coração que derrete será como uma porta de esperança. Farás com eles como fizeste com o Faraó e os oficiais nos seus carros no Mar Vermelho. Inflamará o humilde de espírito como uma tocha ardente de fogo em um feixe, consumindo os ímpios. Não deves voltar atrás até à aniquilação do culpado. No tempo passado, Tu predizias o tempo necessário para a tua mão, obra poderosa contra Kittim, dizendo: E a Assíria cairá pela espada, não pelo homem, e pela espada, não dos homens, o consumirá [Isaías 31: 8].
Pois na mão dos oprimidos entregareis os inimigos de todas as terras; nas mãos dos que estão prostrados no pó, a fim de derrubar todos os homens poderosos dos povos, para devolver a recompensa dos ímpios sobre a cabeça de [...], para pronunciar o justo julgamento da Tua verdade sobre todos os filhos do homem, e fazer para Ti um nome eterno entre o povo.

[...]

Pois Tu tens uma multidão de santos nos céus e hostes de anjos em Tua casa exaltada para louvar o Teu nome. Os escolhidos do povo santo Tu estabeleceste para Ti mesmo numa comunidade. O número ou o livro dos nomes de todo o Teu exército estão contigo em Tua santa morada, e o número dos santos está na morada da Tua glória.
Misericórdia da bênção [...] e a Tua aliança de paz gravaste-lhes com um estilete no livro da vida para reinar sobre eles: para sempre, comissionando os exércitos do Teu povo por milhares e dezenas de milhares, juntamente com os Teus santos e os teus anjos, e dirigindo-os na batalha [de modo a condenar] os adversários terrestres por tentativa com os teus juízos. Com o eleito do céu devem vencer.
E Tu, ó Deus, és assombroso na glória do Teu domínio, e a companhia de Teus santos está no nosso meio para apoio eterno. Nós dirigimos nosso desprezo aos reis, escárnio e desdém para os valentes. Porque o Senhor é santo, e o Rei da Glória está connosco, juntamente com os santos. Homens poderosos e um exército de anjos estão com as nossas forças comissionadas.
O Herói de Guerra está com a nossa companhia, e o exército de Seus espíritos acompanha os nossos passos. Nossos cavaleiros são como as nuvens e como a névoa que cobre a terra e como uma chuva constante derramamando julgamento sobre toda a sua prole. Levanta-te, ó Herói, toma os Teus cativos, ó Glorioso, toma o Teu saque, ó Tu que valentemente pões a tua mão sobre o pescoço de Teus inimigos, e seu pé sobre as costas dos mortos. Esmaga as nações, seus adversários, e que Tua espada devore carne culpada. Enche Tua terra com glória e Tua herança com bênção. Uma abundância de gado em Teus campos; prata e ouro e pedras preciosas em Teus palácios. Ó Sião, exulta e brilha com canções alegres, ó Jerusalém. Alegrai-vos, todas vós, cidades de Judá, abram vossos portões para sempre para que a riqueza das nações possa vos ser entregue, e os seus reis te sirvam. Todos os que te oprimiram devem se curvar a ti, e a poeira de seus pés devem lamber. Ó filhas do meu povo gritem com voz de alegria, enfeitem-se com ornamentos de glória. [...]

[ ...]

As bênçãos da guerra recitadas por todos os líderes após a vitória 
[...] E então o Sumo-Sacerdote levantará e seus irmãos sacerdotes, os levitas, e todos os anciãos do Exército com ele. Eles abençoarão, a partir de sua posição, o Deus de Israel e todas as Suas obras de verdade, e eles de lá amaldiçoarão Belial e todos os espíritos de suas forças. E dirão em resposta: "Bendito seja o Deus de Israel, por todo o Seu santo propósito e Suas obras de verdade. E bem-aventurados aqueles que O servem justamente, que o conhecem pela fé.
E maldito é Belial para seu propósito controverso, e amaldiçoado por seu governo condenável. E amaldiçoados todos os espíritos do seu lote pelos seus fins perversos.
Amaldiçoados por todo o seu serviço imundo. Pois eles são o lote das trevas, mas o lote de Deus é luz eterna.
Tu és o Deus de nossos pais. Nós abençoamos o Teu nome para sempre, pois somos um povo eterno. Tu fizeste um pacto com nossos pais, e o estabeleceste para a sua descendência ao longo dos séculos da eternidade. Em todos os testemunhos da tua glória houve lembrança de Tua bondade em nosso meio como uma assistência para o restante e sobreviventes para o bem da Tua aliança e para recontar Tuas obras de verdade e dos juízos do Teu poder assombroso. E Tu, ó Deus, nos criaste para Ti mesmo como um povo eterno, e lançaste-nos no lote da luz de acordo com a Tua verdade. Tu nomeaste o Príncipe da Luz desde os tempos antigos para nos ajudar, pois no Teu lote todos são filhos da rectidão e todos os espíritos da verdade estão no seu domínio. Tu mesmo fizeste Belial ir para o abismo, um anjo de maldade, seu domínio está na escuridão e seu conselho condenado. Todos os espíritos de seu lote - os anjos da destruição - caminham de acordo com a regra da escuridão, pois é a única que desejam. Mas nós, no lote da Tua verdade, regozijamo-nos na Tua mão poderosa. Alegramo-nos com a Tua salvação, e nos deleitamos com Tua ajuda e paz.
Quem é como Tu em força, ó Deus de Israel, e, ainda assim, a Tua mão forte está com os oprimidos? Que anjo ou príncipe é como Tu, pois o Teu apoio, que nos tempos antigos designaste para Ti mesmo um dia de grande batalha [...]
[...] 
As bênçãos da guerra recitado por todos os líderes na manhã antes da batalha 
Depois de se retirarem da chacina, e entrarem no acampamento, todos eles devem cantar o hino de retorno. Na parte da manhã eles devem lavar as suas roupas, limpar-se do sangue dos corpos pecaminosos, e voltar para o lugar onde eles tinham estado, onde eles formaram a linha de batalha antes de os mortos do inimigo cairem. Aí todos abençoarão o Deus de Israel e alegremente exaltarão o Seu nome juntos. Eles devem dizer em resposta: "Bendito seja o Deus de Israel, que guarda a benevolência para com o seu pacto e os tempos designados de salvação para os homens que Ele redime. Ele chamou aqueles que tropeçam até maravilhosas [realizações], e ele reuniu uma congregação de nações para a aniquilação sem sobreviventes, a fim de levantar no julgamento aquele cujo coração derreteu, para abrir a boca a favor do mudo para cantar grandes feitos [de Deus], e para ensinar a débeis [mãos] a guerra. Ele dá àqueles cujos joelhos tremem força para levantar, e fortalece aqueles que foram feridos desde os quadris até ao ombro. Entre os pobres de espírito [...] um coração duro, e por aqueles cujo caminho é perfeito devem todas as nações más chegar ao fim; não haverá lugar para todos os seus valentes.

Mas nós somos o restante do Teu povo. Abençoado seja o Teu nome, ó Deus da bondade, Aquele que guardou o pacto de nossos antepassados. Ao longo de todas as gerações Tu concedeste misericórdias maravilhosas para o restanto do povo durante o domínio de Belial. Com todos os mistérios de seu ódio que eles não nos induziram a desviar da Tua aliança. Seus espíritos de destruição Tu tens afastado de nós. E quando homens do seu domínio condenaram-se a si mesmos, Tu preservaste a vida do Teu redimido. Tu levantaste o caído por Tua força, mas aqueles que são grandes em altura Tu os vais cortar para os humilhar. E não há nenhum salvador para todos os seus poderosos, e nenhum lugar de refúgio para os seus entes astutos. Aos seus homens reverenciados Tu vais dar-lhes vergonha, e toda a sua existência vã será como nada. Mas nós, teu santo povo, louvaremos Teu nome para Teus trabalhos da verdade.
Por causa de Teus grandes feitos devemos exaltar o Teu esplendor nas épocas e tempos designados da eternidade, no início do dia, à noite, e ao amanhecer e ao anoitecer. Pois Teu glorioso propósito é grande e Teus mistérios maravilhosos estão em Teus altos céus, para levantar aqueles Teus a partir do pó e a humilhar os que pertencem aos deuses.
Levanta-te, levanta-te, ó Deus dos deuses, e levanta-Te no poder, ó Rei dos Reis [...] que todos os filhos da escuridão dispersem de diante de ti. Deixa a luz da Tua majestade brilhar sempre sobre deuses e homens, como um fogo queimando nos lugares escuros dos condenados.
Deixa queimar os condenados do Seol, como eterna chama entre os transgressores [...] em todos os nomeados tempos da eternidade.
Eles devem repetir todos os hinos de graças de batalha lá e depois voltar para seus acampamentos
[...]

Porque é um tempo de angústia para Israel, um tempo designado de batalha contra todas as nações. O propósito de Deus é eterna redenção, mas a aniquilação de todas as nações perversas. Todos os que se preparam para a batalha, devem indicar e acampamento em frente ao rei do Kittim e todas as forças de Belial que se reuniram com ele para um dia de vingança pela espada de Deus.
A batalha final - primeiro confronto 
Então, o sumo-sacerdote levantar-se-á, e com ele seus irmãos sacerdotes, os levitas, e todos os homens do exército. Ele deve ler em voz alta a oração para o tempo determinado de batalha, como está escrito no livro Serekh Itto (A Regra do seu tempo), incluindo todas as palavras de suas ações de graças. Então, ele deve formar lá todas as linhas de batalha, como escrito no Livro da Guerra. Em seguida, o sacerdote nomeado para o tempo da vingança por todos os seus irmãos andará em volta para incentivá-los [para a batalha e, e ele deve dizer em resposta: "Sejam fortes e corajoso como guerreiros. Não temais, nem esmoreçam nem enfraqueçam o coração. Não entrem em pânico, nem se assustem por causa deles. Não retirem nem debandem do inimigo. Porque eles são uma congregação perversa, todas as suas obras estão nas trevas; como é [seu] desejo. Eles estabeleceram o seu refúgio numa mentira, a sua força é como fumaça que desaparece, e toda a sua vasta assembléia é como a palha que sopra […] desolação, e não será achada. Toda criatura de ganância murchará rapidamente como uma flor no tempo da colheita [...] Vem, reforçem-se para a batalha de Deus, porque este dia é um tempo determinado de batalha de Deus contra todas as nações, [...] julgamento sobre toda a carne. O Deus de Israel levanta a mão no Seu poder assombroso contra todos os espíritos perversos [...].
Pois o Deus de Israel chamou a espada contra todas as nações, e pelos santos do Seu povo Ele actuará poderosamente.

Devem cumprir toda esta regra naquele dia no local onde ficarão em frente aos acampamentos de Kittim. Então os sacerdotes tocarão para eles as trombetas de memória. As portas da guerra abrir-se-ão e a infantaria sairá e ficará em colunas entre as linhas de batalha. Os sacerdotes tocarão para eles um sinal para a formação e as colunas deverão deslocar-se ao som das trombetas até que cada homem tome seu posto. Então os sacerdotes tocarão para eles um segundo sinal: sinais para a confrontação. Quando eles estão perto da linha de batalha do Kittim, dentro da faixa de arremesso, cada homem deve levantar a mão com a sua arma de guerra. Então os seis sacerdotes tocarão as trombetas da matança uma nota abrupta e afiada para dirigir a luta. Os levitas e todo o povo com chifres de carneiro tocarão o sinal de batalha, um ruído alto. Com este som, a infantaria deve começar a matar os do Kittim, e todo o povo cessa o sinal, mas os sacerdotes continuarão soprando as trombetas da matança e a batalha prevalecerá contra Kittim.  
A batalha final - segundo confronto 
Quando Belial preparar-se para ajudar os Filhos das Trevas, e os mortos entre a infantaria começarem a cair por mistérios de Deus e a testar por estes mistérios todos aqueles designados para a batalha, os sacerdotes tocarão as trombetas de reunir para que outra linha de batalha possa sair como uma reserva de batalha, e eles devem ocupar posição entre as linhas de batalha.
Pois os que estão na batalha tocarão um sinal para retornar. Em seguida, o Sumo-Sacerdote deve aproximar-se e ficar diante da linha de batalha, e encorajar os seus corações pelo poder assombroso de Deus e fortificar suas mãos para sua batalha.
E ele deve dizer em resposta: “Abençoado é Deus, pois ele testa o coração de seu povo no cadinho. E não [...] ter seu morto [...]. Pois vós obedeceram desde os antigos aos mistérios de Deus. Agora, como para você, tome coragem e ficar na brecha, não tenha medo quando Deus fortalece [...]
[...] terra Ele deve nomear sua retribuição com a queima [...] aqueles testados pelo cadinho. Ele deve aguçar os instrumentos de guerra, pois estes não devem ficar sem corte até que as nações perversas cheguem a um fim.

Mas, vós, lembrem-se do juízo de Nadabe e Abihu, os filhos de Arão, por cujo julgamento Deus mostrou-se santo diante de todo o povo. Mas Eleazar e Itamar Ele preservou para si mesmo por uma aliança eterna de sacerdócio.
Mas, vós, tomem coragem para não temê-los [...] o fim deles está próximo e seu desejo é para o vazio. O seu apoio é impotente e não sabem que o Deus de Israel é tudo o que é e que será. Ele [...] em tudo que existe para a eternidade. Hoje é o seu tempo determinado para subjugar e humilhar o príncipe do reino da perversidade. Ele enviará eterno apoio à companhia dos Seus remidos pelo poder do anjo majestoso da autoridade de Miguel. Pela luz eterna Ele ilumina com alegria a aliança de paz e bênção de Israel para o lote de Deus, para exaltar a autoridade de Miguel entre os deuses e o domínio de Israel sobre toda a carne. A justiça rejubilará no alto, e todos os filhos de Sua verdade se alegrarão no conhecimento eterno. Mas, vós, ó filhos de sua aliança, tomem coragem pelo cadinho de Deus, até que ele mova a sua mão e complete Suas provas de fogo; Seus mistérios a respeito de vossa existência.
A batalha final - terceiro confronto
E depois destas palavras, os sacerdotes tocarão para eles um sinal para formar as divisões da linha de batalha. As colunas devem ser utilizados ao som das trombetas, até que cada homem tome seu posto. Então os sacerdotes tocarão outro sinal com as trombetas, indicações para o confronto. Quando a infantaria abordar a linha de batalha do Kittim, ao alcance de um dardo, cada homem deve levantar a mão com a sua arma. Então os sacerdotes tocarão as trombetas para a matança e os levitas e todo o povo com chifres de carneiro soarão um sinal para a batalha. A infantaria deve atacar o exército do Kittim, e sai com o som do sinal, eles devem começar a trazer para baixo eles foram mortos. Em seguida, todas as pessoas devem ainda o som do sinal, enquanto os sacerdotes sopram continuamente as trombetas da matança, a batalha prevalecerá contra o Kittim, e as tropas de Belial serão derrotados diante deles.
Assim, no terceiro confronto [...] a cair morto [...] 
[…]
[…falta a descrição do quarto ao sexto confronto...]
A batalha final - sétimo confronto 
E no sétimo, quando a grande mão de Deus se levantar contra Belial e contra todas as forças do seu domínio para um abate eterno.
[.. .] e o grito dos santos quando eles perseguirem a Assíria. Então os filhos de Jafé cairão, para nunca mais se levantar, e o Kittim deve ser esmagado sem remanescente nem sobrevivente. Então] o Deus de Israel deve levantar a mão contra toda a multidão de Belial. Naquele tempo os sacerdotes soarão um sinal sobre as seis trombetas de memória, e todas as formações de batalha será reunidos para se dividirem contra todos os acampamentos do Kittim para destruí-los completamente. [E] quando o sol se apressa para se por naquele dia, o sumo-sacerdote e os sacerdotes e os [Levitas] que estão com ele, e os chefes [das linhas de batalha e os homens] do exército devem aí abençoar o Deus de Israel. Eles devem dizer em resposta: Abençoado seja o Teu nome, ó Deus dos deuses, Tu tens feito coisas maravilhosas para o Teu povo, e mantiveste a aliança para nós desde os tempos antigos. Muitas vezes abriste as portas da salvação para nós para o bem da aliança. E providenciaste na nossa aflição de acordo com a Tua bondade para conosco. Tu, ó Deus da justiça, tens agido na causa do Teu nome.  
Agradecimentos pela vitória final
Tu tens feito maravilhas sobre maravilhas por nós, e desde os tempos antigos, não tem havido nada parecido, pois Tu já conhecias o nosso tempo determinado. Hoje o Teu poder resplandeceu para nós, e mostraste-nos a mão das Tuas misericórdias connosco em redenção eterna, a fim de remover o domínio do inimigo, para que haja mais; a mão da Tua força.
Na batalha Tu mostras-te forte contra nossos inimigos para um abate absoluto. Agora o dia está pressionando-nos a perseguir a sua multidão, para Ti [...] e o coração dos guerreiros Tu quebraste para que ninguém fique de pé. Teu é o poder, e a batalha está nas Tuas mãos, e não há Deus como Tu [...]
[...]
[...] E vamos dirigir nosso desprezo aos reis, zombaria e desdém para homens poderosos. Pois o nosso Soberano é santo. O Rei da Glória está connosco e o exército dos Seus espíritos acompanha os nossos passos. Os nossos cavaleiros são como as nuvens e como a névoa cobrindo a terra; como uma chuva constante derramando julgamento sobre toda a sua prole. Levanta-te, ó Herói, toma Teus cativos, ó Glorioso, e toma o Teu saque, ó Tu que ages valentemente. Põe a tua mão sobre o pescoço de seus inimigos, e o teu pé sobre as costas dos mortos. Esmaga as nações, Teus adversários, e deixa a Tua espada devorar carne. Enche Teu terreno com glória e sua herança com bênção. Uma abundancia de gado nos Teus campos, prata e ouro nos Teus palácios. Ó Sião, exulta e regozija, todos vós as cidades de Judá, abram vossos portões para sempre para que a riqueza das nações possa vos ser entregue, e os seus reis te sirvam.
Todos os que te oprimiram devem se curvar a você, e lamber o pó dos vossos pés. Ó filhas do meu povo gritem com voz de alegria, enfeitem-se com ornamentos de glória. […]
Cerimónia após a batalha final 
Então eles reunirão no acampamento nessa noite para descansar até de manhã. Na parte da manhã eles devem vir para o local da linha de batalha, onde homens poderosos do Kittim cairam, bem como a multidão da Assíria, e as forças de todas as nações que se haviam reunido a eles, para ver se a multitude de chacinados estão mortos sem ninguém para enterrá-los; aqueles que aí caírem pela espada de Deus. E o sumo-sacerdote se chegará lá com seu adjunto, com seus irmãos os sacerdotes, e os levitas com o líder da batalha, e todos os chefes das linhas de batalha e seus oficiais [...] juntos. Quando estiverem diante dos caídos do Kittim, devem aí louvar o Deus de Israel. E eles devem dizer em resposta: [...] a Deus altíssimo e [...]




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