domingo, 26 de março de 2017

Século I - João Baptista era o Cristo





Introdução

João Baptista aparece nos evangelhos do Novo Testamento como um arauto de Cristo. A sua função é anunciar, com antecedência, a vinda de Cristo. Em Marcos e Mateus, é relatado que Jesus foi baptizado por João Baptista, mas não em Lucas e João.

Por outro lado, os evangelhos não conseguem esconder que, na verdade, João Baptista era considerado o Cristo pelos seus seguidores.
Os seguidores de João Baptista, eventualmente, ficaram decepcionados quando o seu Cristo foi preso e executado por Herodes Ântipas (governador-rei da Galiléia e Peréia) por volta de 36 ou 37 EC.

Mais tarde, os autores dos evangelhos escreveram que "ser preso e executado" é um sinal do Cristo, mas atribuiram o título de Salvador a outra personagem. Assim, elaboraram uma figura chamada Jesus Nazareno que passou a ser o Cristo.

Herodes Ântipas era casado com uma princesa da Nabateia (reino vizinho da Galiléia e da Peréia). Esse casamento dava-lhe segurança nas fronteiras do seu território. Ao repudiar a sua mulher para casar-se com outra, gerou um mal-estar político com o seu sogro, o rei Aretas da Nabateia, que declarou guerra a Ântipas.
Ora, João Baptista terá censurado publicamente o divórcio e o novo casamento de Herodes o que determinou a sua captura e execução.

Possivelmente os Nazarenos aproveitaram o conceito de um Salvador que é morto pelas autoridade humanas e criaram a narrativa de Jesus Nazareno. Jesus é descrito como vindo da Galiléia, território governado por Herodes Ântipas. João Baptista é descrito como actuando na Pereia ("para além do Jordão", na óptica de quem está na Judeia), território também governado por Herodes Ântipas. João Baptista ganhou muitos seguidores na Judeia (território cuja capital é Jerusalém) e a Jesus é atribuida uma entrada triunfal em Jerusalém.


João Baptista nos Evangelhos Sinópticos

Os primeiros três evangelhos do Novo Testamento - Mateus, Marcos e Lucas -, quando referidos em conjunto, são designados por “evangelhos sinópticos” porque os respectivos conteúdos são comparáveis entre si.

No início do seu livro, “Marcos” diz que João Baptista pregava o baptismo para o perdão dos pecados e que este baptizou Jesus.
Marcos 1:4 assim apareceu João, o Batista, no deserto, pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados.
Marcos 1:9 E aconteceu naqueles dias que veio Jesus de Nazaré da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. 

“Mateus” não admitia ver Jesus envolvido num baptismo de perdão de pecados, pois Jesus não podia ter pecados, e por isso omitiu esta frase na sua versão:
Mateus 3:1 Naqueles dias apareceu João, o Batista, pregando no deserto da Judeia, dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
Mateus 3:13-15 Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu. 

Na doutrina apresentada por “Mateus”, seria um embaraço apresentar Jesus a ser baptizado por João Baptista. Mas, como constatamos que o autor relatou o episódio, é forçoso considerar que, por alguma razão, este não poderia ter sido omitido. No entanto, para minimizar o embaraço, o autor colocou a justificação “porque nos convém cumprir toda a justiça”, mas não se percebe qual o significado desta.

“Lucas” resolve este embaraço teológico, mantendo que João baptizava para o arrependimento, mas insinuando que Jesus não teria sido baptizado por João. Como? “Lucas” coloca o aprisionamento de João imediatamente antes do baptismo de Jesus (João Baptista foi preso - e depois morto - por opinar em público sobre Herodes).
Lucas 3:3 E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados; 
Lucas 3:19-22 Mas o tetrarca Herodes, sendo repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que havia feito, acrescentou a todas elas ainda esta, a de encerrar João no cárcere.
Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, ...

Qualquer das versões sobre o baptismo de Jesus é embaraçosa para as doutrinas cristãs porque não existe uma explicação teológica satisfatória para que Jesus tivesse de ser baptizado por João Baptista. É possível que o episódio do baptismo de Jesus Nazareno por João Baptista, já fizesse parte de uma importante doutrina anterior à escrita dos evangelhos, talvez com o objectivo de cativar os seguidores de João Baptista. Os proto-cristãos tentaram “provar” que Jesus era superior e que João Baptista esteve apenas a preparar o caminho para Jesus.

Sabe-se que, a par do desenvolvimento do cristianismo, continuaram a existir seguidores de João Baptista, durante muito tempo, que não reconheceram autoridade nos evangelhos. Por outro lado, os evangelhos nunca falam em João Baptista tornar-se um seguidor de Jesus, apesar de indicarem que aquele reconhecia que Jesus era-lhe superior. Pelo contrário, os evangelhos referem que muitos dos que viam Jesus presumiam que ele era o João Baptista ressuscitado (Marcos 6:14; 8:28; Mateus 14:1-2; 16:14; Lucas 9:7; 9:19).


Jesus é João Baptista

Segundo Marcos, as pessoas que viam Jesus pensavam que ele era João Baptista, Elias ou qualquer outro profeta antigo:
Marcos 8:27-30 ... e no caminho interrogou os discípulos, dizendo:
 - Quem dizem os homens que eu sou?
Responderam-lhe eles:
 - Uns dizem: João, o Batista; outros: Elias; e ainda outros: Algum dos profetas.
Então lhes perguntou:
 - Mas vós, quem dizeis que eu sou?
Respondendo, Pedro lhe disse:
 - Tu és o Cristo.
E ordenou-lhes Jesus que a ninguém dissessem aquilo a respeito dele.

Nesta passagem do Novo Testamento, Jesus prefere que as pessoas continuem a pensar que ele é João Baptista ou outro profeta ressuscitado, a deixá-los saber que ele é uma outra pessoa. Pedro não ajuda muito, pois simplesmente atribui-lhe um título sem o identificar como uma pessoa diferente de João Baptista.

Ou seja, Jesus não assume uma identidade própria. Jesus é uma reedição de outra pessoa, de outra identidade.


João Baptista no Evangelho de João

No Evangelho Segundo João existem mais passagens relativas a João Baptista do que nos sinópticos, mas nenhuma das passagens menciona que Jesus foi baptizado por aquele. Muitas das passagens são inconsistentes face ao relatado nos sinópticos.

Por exemplo, no seguinte texto vemos que João Baptista diz que Jesus já existia antes dele; uma informação que não se encontra nos evangelhos sinópticos:
João 1:15 João deu testemunho dele, e clamou, dizendo: Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim, passou adiante de mim; porque antes de mim ele já existia.

Em duas passagens de Mateus, Jesus diz aos discípulos que João Baptista é o profeta Elias ressuscitado (ou uma reencarnação deste). O texto de João entra em clara contradição com Mateus, ao dizer que João Baptista negou ser Elias.

Mateus
João
Mateus 11:12-14 E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.
João 1:19-23 E este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? Ele, pois, confessou e não negou; sim, confessou: Eu não sou o Cristo. Ao que lhe perguntaram: Pois que? És tu Elias? Respondeu ele: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Quem és? para podermos dar resposta aos que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Respondeu ele: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
Mateus 17:10-13 Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles. Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.


Uma outra situação curiosa relatada no Evangelho de João é aquela que indica que Jesus e João Baptista andavam a baptizar cada um por seu lado, como se fossem rivais:
João 3:22-26 Depois disto foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judeia, onde se demorou com eles e batizava. Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ía e se batizava. Pois João ainda não fora lançado no cárcere. Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele.

Ora, se João Baptista acreditava na missão de Jesus porque é que continuou, por conta própria, a sua actividade de baptizador?

Por outro lado, nos evangelhos sinópticos parece claro que Jesus só começou a aparecer em público depois de João Baptista ser preso. Será que o autor sabia que João Baptista foi preso depois de Pilatos ter terminado o seu mandato na Judeia (36 EC)? Este dado obrigaria a colocar a vida pública de Jesus antes do aprisionamento de João Baptista.


Nada de enganos... João Baptista não é o Cristo

No Evangelho Segundo João, em duas passagens distintas, João Baptista negou ser o Cristo:
João 1:19-20 E este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? Ele, pois, confessou e não negou; sim, confessou: Eu não sou o Cristo
João 3:27-28 Respondeu João: ... Vós mesmos me sois testemunhas de que eu disse: Não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele.

Isto indica que o autor quis deixar claro que João Baptista não era o Cristo. A explicação desta preocupação do autor é que, provavelmente, existiriam muitas pessoas, entre os seus potenciais leitores, que criam que João Baptista era o Cristo. Estes crentes seriam... cristãos, mas sem Jesus Nazareno!


João Baptista segundo Flávio Josefo

Josefo menciona João Baptista com mais detalhe e de um modo que se pode considerar genuíno (quando comparado com os parágrafos forjados sobre Jesus), na seguinte passagem:

Antiguidades Judaicas, XVIII, 5, 2
Para alguns judeus a destruição do exército de Herodes pareceu intervenção divina, certamente uma punição pelo tratamento dado a João, o chamado Batista. Porque Herodes condenara-o à morte, mesmo ele tendo sido um homem bom e tendo exortado os judeus a levar uma vida correcta, praticar a justiça para com o próximo e a viver piamente diante de Deus, e fazendo por se batizar; porque a lavagem seria aceitável para ele, se o fizessem não para o perdão de pecados mas apenas para a purificação do corpo; pressupondo uma alma previamente purificada por uma conduta de rectidão. Quando outros também se juntaram à multidão em torno dele, pelo facto de que eles eram agitados ao máximo pelos seus sermões, Herodes ficou alarmado. Eloquência com tão grande efeito sobre os homens poderia levar a alguma forma de sedição. Porque dava a impressão de que eles eram liderados por João em tudo que faziam. Herodes decidiu então que seria melhor agir antes, executando João, do que arrepender-se mais tarde. Por esta suspeita de Herodes, João foi trazido acorrentado a Machaerus, a fortaleza de que falamos antes, e lá executado. Porém o veredicto dos Judeus era de que a destruição que atingiu o exército de Herodes foi um castigo, um sinal de desagrado de Deus.

Herodes Ântipas divorciou-se da filha de Aretas, rei árabe, para casar com Herodias, provocando a guerra com o país vizinho. Por outro lado aprisionou e executou João Baptista por recear que este se tornasse um forte adversário político. Josefo diz que alguns judeus achavam que a derrota militar infligida a Herodes por Aretas tinha sido um castigo divino por aquele ter executado João Baptista.

Nesta descrição não há nada de extraordinário ou de fantasioso e, por isso, podemos nos assegurar que João Baptista terá sido uma personagem histórica com uma descrição similar àquela que nos é dada pelos evangelhos. No entanto a descrição de Josefo sobre João Baptista e sobre a relação de inimizade com Herodes Antipas coincide apenas superficialmente com aquela encontrada nos evangelhos.

Josefo diz:
-          João baptizava, não para o perdão de pecados, mas para a purificação do corpo ("pressupondo uma alma previamente purificada por uma conduta de rectidão");
-          Herodes mandou encarcerar e executar João Baptista porque receava que João Baptista fosse um líder agitador que pudesse fazer-lhe frente;

Os evangelhos dizem:
-          João baptizava para o perdão dos pecados (Marcos 1:4);
-          Herodes mandou encarcerar João Baptista porque não gostou que este criticasse o seu casamento com Herodias e ordenou a sua execução por sugestão da sua nova esposa (Marcos 6:21-28);


Esta questão acerca da purificação seria uma questão central na doutrina de João Baptista, de tal modo que no Evangelho de João essa tópico é referido:
João 3:25 Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação.


Não obstante estas diferenças subtis, podemos dizer que o relato de Josefo sobre João Baptista é genuino e coincide, em parte, com o dos evangelhos.


Mandeísmo - João Baptista é o Cristo

O mandeísmo é uma religião que pode ser classificada como gnóstica mas com a ressalva de que não consideram o mundo material como obra de um deus (demiurgo) maligno.

Existe consenso de que esta religião remonta aos três primeiros séculos da Era Comum. Pode ter tido origem na Nabateia (país vizinho da Galiléia)

Os mandeístas veneram João Baptista como o Cristo e praticam o ritual do baptismo. Possuem hoje cerca de 100 mil adeptos em todo o mundo, principalmente no Iraque.

A escritura mandeísta mais importante é o Ginza Rba, juntamente com o Qolastā. A linguagem usada por eles é o mandeu, uma subespécie do aramaico.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Século I - Justus de Tibérias desconhecia Jesus




Justus de Tibérias - nada sobre Jesus

Justus, filho de Pistus, nasceu em Tibérias (cidade também designada por Tiberíades), uma cidade altamente helenística (de cultura grega) da Galiléia, e era um homem bastante instruído. Ele era amigo íntimo do tetrarca (governante-rei) Agripa II e tornou-se um dos principais cidadãos da sua cidade natal. Justus viveu no século I e era contemporâneo de Flávio Josefo.

Durante a Primeira Guerra Judaico-Romana (66-73 d.C.), ele entrou em conflito com Josefo, que serviu como líder militar na Galiléia. Quando os romanos reconquistaram a Galiléia (67 d.C.), Justus procurou protecção junto de Agripa. Vespasiano, que liderava as tropas romanas, exigiu que Justus fosse morto, mas Agripa o poupou e simplesmente o aprisionou. O tetrarca até mesmo nomeou Justus como seu secretário, mas depois o dispensou como pouco confiável.

Justus escreveu uma história sobre a guerra em que culpou Josefo pelos problemas na Galiléia, acusando-o de traição. Ele também retratou o seu antigo protector Agripa de modo desfavorável, mas só publicou o trabalho depois da morte deste. Justus também escreveu uma crónica sobre o povo judeu desde o tempo de Moisés até ao tempo de Agripa II. Ambos os seus trabalhos só sobreviveram em fragmentos.

Flávio ​​Josefo, rival de Justus, criticou o relato deste sobre a guerra e defendeu sua própria conduta na obra "Autobiografia", de cujas passagens polémicas deriva-se a maior parte do que se pode saber sobre a vida de Justus.

Mas a referência mais interessante sobre Justus foi aquela deixada pelo patriarca Photius de Constantinopla do século IX. Este líder da igreja oriental teve acesso à obra completa de Justus e deixou registado o seu desagrado por este autor não ter relatado nada sobre Jesus.


Photius de Constantinopla

Photius I de Constantinopla (820-893 d.C.) foi o patriarca de Constantinopla entre 858 e 867 e, novamente, entre 877 e 886. Ele é reconhecido pela Igreja Ortodoxa como São Fócio, o Grande.

Photius é considerado o mais poderoso e influente patriarca de Constantinopla desde João Crisóstomo e como o mais importante intelectual de seu tempo.

O mais importante dos trabalhos de Photius é a sua famosa Bibliotheca ou Myriobiblon, uma colecção de extractos e resumos de 280 volumes de autores clássicos (geralmente citados como Códices), cujos originais estão agora em grande parte perdidos. O trabalho é especialmente rico em citações de historiadores.

Photius citou a obra de Justus de Tibérias, realçando que, estranhamente, Justus não escreveu nada sobre Jesus Cristo! O patriarca acrescenta que esse seria o comportamento expectável de Justus porque... ele era judeu!
Vejamos o que Photius registou:
Photius sobre Justus em Bibliotheca 
XXIII. Leitura da Crónica de Justus de Tibérias, intitulada "Uma Crónica dos Reis dos Judeus na forma de uma genealogia, por Justus de Tibérias". Ele veio de Tibérias, na Galiléia, da qual tomou seu nome. Ele começa sua história com Moisés e leva-o até a morte do sétimo Agripa da família de Herodes e o último dos Reis dos Judeus. Seu reino, que lhe foi concedido por Cláudio, foi estendido por Nero, e ainda mais por Vespasiano. Ele morreu no terceiro ano de Trajano, quando a sua história termina. O estilo de Justus é muito conciso mas omite uma parte que é de extrema importância. Sofrendo da culpa comum dos judeus, a qual raça pertence, nem menciona a vinda de Cristo, os eventos de sua vida, nem os milagres realizados por Ele. Seu pai era um judeu chamado Pistus; O próprio Justus, segundo Josefo, era um dos homens mais rebeldes, um escravo do vício e da ganância. Ele era um adversário político de Josefo, contra quem se diz ter inventado várias calúnias; Mas Josefo, embora em várias ocasiões tivesse seu inimigo em seu poder, apenas o castigou com palavras e o deixou ir livre. Diz-se que a história que ele escreveu é em grande parte fictícia, especialmente onde ele descreve a guerra judaico-romana e a captura de Jerusalém.


Considerações Finais

Justus de Tibérias é apenas mais um autor do século I que desconhecia Jesus. Ele era do século I, da Galiléia - Jesus também era alegadamente do século I, da Galiléia e é descrito nos evangelhos como uma pessoa famosa.
Justus escreveu uma obra extensa sobre a história do seu tempo, mas não registou nada sobre Jesus.

Outros autores que deveriam ter escrito sobre Jesus, se Jesus tivesse existido:
 - Flávio Josefo
 - Filo de Alexandria

Artigos relacionados:
 - Século I - Reconstruindo a História
 - Século I - Quem era o Jesus do ano 62?
 - Século II - Tácito, Suetónio e Plínio o Jovem

Referências:
 - https://en.wikipedia.org/wiki/Photios_I_of_Constantinople
 - https://en.wikipedia.org/wiki/Justus_of_Tiberias
 - http://www.tertullian.org/rpearse/justus.htm
 - http://sacred-texts.com/jud/josephus/autobiog.htm


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